Colonialidade algorítmica e a regulação das dissidências: informação, memória e dispositivos de normalização na inteligência artificial

Autores

  • Livia Victória Warol Carneiro Universidade Federal de Viçosa

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Colonialidade, Performatividade, Normalização, Memória LGBTQIA+

Resumo

Este artigo analisa criticamente a Inteligência Artificial (IA) enquanto regime informacional e dispositivo de poder-saber, articulando as contribuições de Judith Butler, Guacira Lopes Louro e Michel Foucault com as epistemologias do Sul Global. O objetivo central é compreender como a IA atua na normalização, regulação performativa e produção de verdade sobre identidades e memórias LGBTQIA+. Argumenta-se que a racionalidade algorítmica não é meramente técnica, mas uma atualização da colonialidade do saber, do ser e do poder que busca estabilizar a fluidez das identidades dissidentes em categorias fixas e binárias para fins de gestão e controle. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa teórico-crítica que integra análise bibliográfica com o exame de processos de dataficação, moderação algorítmica e curadoria automatizada. A análise demonstra que a exclusão algorítmica é estrutural e opera como uma forma de epistemicídio e desumanização ontológica. Conclui-se que a disputa por justiça informacional exige o reconhecimento de saberes insurgentes e a recusa da legibilidade total como estratégia de resistência.

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Publicado

24-08-2026

Como Citar

Warol Carneiro, L. V. (2026). Colonialidade algorítmica e a regulação das dissidências: informação, memória e dispositivos de normalização na inteligência artificial. Revista Memória LGBT, 12(2), 115–124. Recuperado de https://www.revista.memoriaslgbt.com/index.php/ojs/article/view/211

Edição

Seção

ARTIGOS: ALGORITMOS, IA E NORMATIVIDADE

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