Dezenove
Palavras-chave:
Memória, Transmasculinidade, Ballroom, Autodescoberta, AcolhimentoResumo
O relato apresenta a trajetória de autodescoberta e transição de gênero de um jovem transmasculino a partir de seu primeiro contato com a cena Ballroom, espaço que possibilitou reflexões sobre identidade, corpo e pertencimento. O texto se baseia em memórias pessoais e experiências vividas pelo autor, registradas de forma reflexiva sobre identidade, acolhimento e construção de pertencimento. A narrativa percorre o processo de reconhecimento pessoal, as experiências familiares, os desafios da disforia e o início da hormonização, destacando o papel do acolhimento comunitário e das referências trans na formação da autoestima e da autonomia. Ao revisitar memórias da infância, da adolescência e do início da vida adulta, o autor evidencia o impacto das vivências coletivas e afetivas na construção de sua identidade. O texto também ressalta a importância de ser referência para outras pessoas trans, promovendo o acesso à informação, ao cuidado e à dignidade. “Dezenove” é, assim, uma memória afetiva e política sobre existir e resistir como pessoa trans no Nordeste brasileiro, revelando o poder transformador do reconhecimento e do amor.
Referências
MOIRA, Amara. E se eu fosse puta. São Paulo: Hoo Editora, 2016.
NERY, João W. Viagem solitária: memórias de um transexual 30 anos depois. São Paulo: Leya, 2011.
ROCHA, Márcia. “Há algumas décadas, a fala das pessoas trans era inexistente”. Entrevista concedida a Luciano Teixeira. LexLatin, 28 jun. 2021. Disponível em: https://br.lexlatin.com/entrevistas/marcia-rocha-ha-algumas-decadas-fala-das-pessoas-trans-era-inexistente. Acesso em: 12 nov. 2025.
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