Por um educação transgressora:

Corpos dissidentes e a luta contra a transfobia institucional

Autores

  • Rair Guimarães Universidade Federal da Bahia

Palavras-chave:

Educação Transgressora, Corpos dissidentes, Acesso e permanência, Transfobia Institucional, Necropolíticas, Transfeminismo

Resumo

A experiência no coletivo TransUFBA, da Universidade Federal da Bahia, revelou de forma contundente um tema central em nossos debates: os persistentes obstáculos ao acesso e à permanência de pessoas trans e travestis nos espaços educacionais. A partir dessa vivência coletiva, procurei analisar como a transfobia institucional, impacta na saúde física e psicológica, de corpos dissidentes, os afastando cada vez mais de obter uma formação, do ensino básico, ao superior. Para isso utilizo uma análise intersecional – gênero, raça e classe –, articulando contribuições de pessoas trans e travestis em seus processos de resistência e luta. Acreditando na possibilidade do uso dessas ferramentas para desestabilizar a hegemonia do cistema, e avançar na ocupação desses espaços que sistematicamente nos são negados. 

Referências

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Publicado

28-01-2026

Como Citar

Guimarães, R. (2026). Por um educação transgressora: : Corpos dissidentes e a luta contra a transfobia institucional. Revista Memória LGBT, 12(1), 310–320. Recuperado de https://www.revista.memoriaslgbt.com/index.php/ojs/article/view/163

Edição

Seção

Dossiê Temático: Movimentos Sociais Trans: Memórias, Ativismos e Resistência

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