Memórias, resistências e ativismos transmasculinos no Ceará:
Criação do Núcleo de Estudos e Pesquisas do IBRAT Ceará
Palavras-chave:
Memória LGBTQIA+, ativismo, IBRAT, Ceará, Narrativas, políticas públicas, educação, transmasculinidadesResumo
O texto apresenta uma reflexão histórica, pessoal e coletiva sobre as transmasculinidades no Ceará, articulando memória, ativismo e produção de conhecimento. A partir de uma narrativa autobiográfica, o autor discute a construção social da “loucura” atribuída às identidades trans, a medicalização dos corpos e o apagamento sistemático das experiências transmasculinas. O relato acompanha o surgimento e fortalecimento do IBRAT Ceará e a criação do Núcleo de Estudos e Pesquisas, espaço de formação política, afetiva e intelectual que produz memória e questiona a ausência de narrativas transmasculinas na academia. Destaca-se a organização do Inventário de Narrativas Transmasculinas do Ceará e as articulações que culminaram na aprovação das cotas trans na UFC em 2025. O texto afirma a urgência de registrar, articular e disputar futuros, construindo uma revolução polimorfa que emerge dos corpos, das redes e das lutas cotidianas.
Referências
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MOIRA, Amara. O cis pelo trans. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 25, n. 1, p. 365–373, jan./abr. 2017.
FOUCAULT, M. História da Sexualidade I: a vontade de saber. Trad. M.T. C. Albuquerque e
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