Espiralar o tempo:
arquivos vivos de insurgência e memória trans na Unicamp
Keywords:
Memória trans, Corpos Dissidentes, Heterotopia, Fabulação política, Cotas transAbstract
This article analyzes the experiences of the Transmoras Atelier and the Trans Consciousness Center of Unicamp (NCT) in constructing a unique regime of trans memory within the university context, articulating art, politics, and collective education. Based on three ethnographic experiences that connect situationally, we explore how these practices configure an insurgent way of producing and transmitting memory; a spiral, embodied memory that relies on living archives, intergenerational repertoires, and aesthetic-political technologies developed by trans people. The Transmoras Atelier, with its practices of textile transmutation and artivism, produces a heterotopia that displaces the established meanings of the university; while the NCT acts as a laboratory for political elaboration, creation of democratic devices, and articulation for affirmative action policies, culminating in the approval of trans quotas at Unicamp in 2025. We argue that these actions constitute forms of institutional hacking that resignify the university space and challenge its traditional regimes of legitimacy. Thus, the article demonstrates how dissident bodies, by entering, remaining in, and transitioning through the university, transform it, producing memory, political narrative, and new ways of existing in higher education.
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