Da organização à resistência
A consolidação do Movimento Autônomo Trans e Travesti de Belo Horizonte e região metropolitana (MOVAT)
Palabras clave:
MovAT, Autonomismo, Transfeminismo, Decolonial, Cuerpo-Territorio, ArtivismoResumen
Este artículo analiza la construcción y consolidación del Movimiento Autónomo Trans y Travesti de Belo Horizonte y Región Metropolitana (MovAT), destacando su importancia en el contexto contemporáneo de las luchas trans y travestis en Brasil. El objetivo central es comprender cómo la autonomía, entendida como principio ético y organizativo, orienta prácticas políticas que cuestionan las formas institucionales de participación y generan modos alternativos de existencia colectiva. La investigación se desarrolló utilizando un enfoque cualitativo, combinando la revisión de la literatura, el análisis de documentos producidos por el propio movimiento, los relatos de los participantes y la observación situada de actividades como reuniones, talleres, paseos y eventos culturales. Los resultados muestran que el MovAT constituye una continuidad crítica de movilizaciones anteriores, desplazando el eje de la acción política hacia el cotidiano, la cultura y el cuerpo. Se destacan la Caminata de la Visibilidad Trans y el Bloco MovAT como expresiones centrales de su presencia pública, donde lo político y lo estético se articulan en la disputa simbólica del espacio urbano y en la afirmación de humanidad. Se concluye que el movimiento contribuye a ampliar el horizonte democrático al articular el repertorio autonomista con una epistemología transfeminista decolonial, utilizando la performance (artivismo) como táctica de re-apropiación del cuerpo-territorio en el espacio urbano.
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